Estabilidade e segurança mais que responder a mudanças

Num mundo onde a tecnologia muda constantemente, é quase impossível ficar antenado com todas as novidades. Linguagens de programação vêm e vão, novos frameworks surgem, todos com promessas mirabolantes. Uma coisa é agir quando necessário. Outra coisa é seguir a manada só porque virou modinha.

A epidemia de reescritas

A indústria do software sofre de uma epidemia de reescritas. A cada nova linguagem ou framework da moda, sistemas inteiros são reescritos do zero, gerando novos bugs, novas incompatibilidades e novos prazos não cumpridos — tudo em nome da “modernização”. O resultado quase sempre é um sistema pior do que aquele que foi descartado.

Modinha ≠ inovação

Mudar por mudar é desperdício. Um sistema estável, testado e conhecido vale mais do que a última novidade do hype. A estabilidade permite que a equipe domine o domínio do problema, e o foco evita a dispersão que mina a qualidade. Quem troca de tecnologia a cada trimestre nunca amadurece nada — e amadurecer é o que separa software de brinquedo.

A analogia da casa

Numa analogia, é preferível uma casa sólida, construída com materiais conhecidos e bem assentados, a uma mansão de tijolos ecológicos que desaba na primeira tempestade por falta de calcário. A fundação leva tempo para curar — e esse tempo não é negociável.

Ou seja, via de regra, quanto mais estável e focado é um sistema, menos mudanças desnecessárias ele sofre.


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